quinta-feira, 11 de outubro de 2012

E a sombra do sorriso que eu deixei...

E eu passei um 'século' pensando em como eu começaria esse texto. Pois bem, cansei. E sendo espontânea (como de fato, sou), confesso que hoje minha cabeça foi tomada de forma repentina, não deu espaço pra introduções, portanto, sem começos poéticos com aspiração à literários. Sem padrões lógicos e formais pra construir uma historinha hipotética, cansei disso tambémsó por hoje. A verdade é que minhas postagens nunca são coerentes o suficiente pra quem só as lê e não reflete. Geralmente esquecem que por trás delas, existe alguém (eu) que nunca escreveu sem motivo, nem sempre meus, mas sempre – sempre – com motivos.
Bom, eu comecei o texto, mas ainda estou rondando um jeito sutil de introduzir o assunto, uma forma mascarada dentro de um fato ou devaneio, daquele jeito que eu adoro e que vocês conhecem bem. Mas vou continuar seguindo a linha espontânea... Essa noite me rendeu sonhos bem reais, daqueles que transpassam a emoção do lúdico pra realidade. Isso costuma mexer comigo... seja bom ou ruim, sempre exerce um grau de influência no meu dia. E cara, foi tudo tão concreto, tão palpável que não podia limitar-se as minhas horas noturnas de inconsciência. Nesta madrugada, no meu merecido sono, eu beijei os olhos de alguémhá quem diga que quem beija os olhos, beija a alma. Depois da intensidade da coisa, acredito ainda mais nisso (É, eu já simpatizava com a ideia). Foi um beijo terno, tão livre dos pesos que eu costumo carregar por sentir demais, embora naquele momento eu tivesse em mim, todo amor do mundo. Senti vontade de não mais mover-me e permanecer ali, nos braços da alma que eu amei em dois minutos, beijando-lhe a face e o coração. Mas eis que o dia insistiu em apressar-se, me tirou de lá e me deixou aqui, pensando, escrevendo e pensando e pensando... 
E eu continuo querendo voltar, não pela pessoa, mas pelo que foi sentido – sinto falta daquela pureza. E pelo beijopelo simples fato de ser um beijo, pelos milhões de significados que pode ter – inclusive não ter nenhum. Seja ele leve - como o que recebo do meu pai, desengonçadoque o diga minhas bochechas vermelhas pelo carinho da minha irmãzinha, seja ele violento, lábios encontrando-se carregados e colidindo com o desejo – não, eu não vou citar exemplos (haha). Quem nunca reviveu um beijo com uma riqueza impecável de detalhes? Eu o faço com certa frequência, lembro do ritmo da respiração, do sorriso que o sucedeu, do afeto dado e recebido. Cara, eu sinto saudades até dos beijos que eu não dei!
Pois bem, externei a inquietude que esse tipo de sonho me trás e me assumo intrigada pela pessoa que recebeu o beijo. Acho que me despi do mistério e da ironia, mas não acostumem-se, situações como essa serão raras por aqui. E por hoje é isso, entre sonho e beijo, eu continuo tentando sobreviver à mim e fazendo com que sobrevivam comigo. Sem um gosto, mas com lembrança.  Na boca, nada além do sorriso (talvez um chiclet de menta, rs)... 

Um BEIJO no olho pra vocês (:
PS: Nem sob tortura eu direi com quem sonhei esta noite, okay? ;)

3 comentários:

  1. Sem culpa. Como fã dos processos naturais: amei (com mistério ou sem mistério). Beijo no olho.

    ResponderExcluir
  2. Ate mesmo qnd vc faz um texto fora do seu padrão, um texto de certa forma mais simples e direto, vc tenche a mente do leitor de forma única!
    Sempre surpreendendo Benhe, sempre!
    Saudades da sua pessoa!
    Te amo!
    E um bjo no seu olho! >.<
    =*

    ResponderExcluir
  3. kkkkkkkkkkkk...
    Arrasa, sempre, meu amooor! Amei o texto.
    Saudades.


    (:

    ResponderExcluir