Eu quero teu perfume na raiz do meu cabelo, quero teu suor acomodado em meu sofá, quero tua paz no meu sossego, quero apoiar-me no teu peito cansado de ser só. Eu quero você e amanhã não quero mais. Queimou, ardeu, passou! Os ciclos que inevitavelmente encerram-se, um a um - ainda que construídos aos montes. Um a um, um em um, só mais um! 60 segundos, 365 dias, 8 horas diárias. Vicioso ou não, ciclos. Inicia, finda - é assim desde o princípio e não há de mudar - ainda bem!
E é desse jeito que estes últimos dias têm passado por mim, largando pontos finais - ora convenientes, ora doídos de saudade - tirando o charme que as reticências dão as minhas frases e aos meus sentidos, me empurrando aos trancos e barrancos, me gritando que não há tempo, me cantando que há paz, logo ali, eu só preciso andar! E como quem quer e de certa forma não tem opção, eu vou e o que eu tenho deixado para trás, eu sinto muito (ou não), é caminho sem volta! Vai ficar ali! Com cheiro de lembrança, com gosto de alívio, com a amargura do arrependimento. Mas vai ficar e não há quem mude! Adeus, foi bom - ou não, mas foi, já não é!
Pois é meus queridos, as coisas que um dia foram poesia, hoje são passado! Nem por isso há silêncio! E mais, eu sobrevivi - mais uma vez. E com fé, hei de sobreviver tantas outras. Ainda que eu tenha me exposto, ainda que eu tenha pedido por dor por acreditar que só assim viria a cura. Ainda que eu tenha tido que rasgar meus medos pra descobrir que não existia medo algum. Ciclos capengas que arrastando-se quiseram ver mais um sol, mas eu tive que avisá-los: "Meus caros, vocês sequer existiram" e virar a página sorridente, levando um sol e óculos escuros pra não arder os olhos. E eu continuo sorrindo - e talvez esta seja a única coisa que não mude, pelo menos não do lugar que você olha!
Circuitos encerrados, por vontade minha ou não, mas encerrados! Aliás, ainda há uma coisa, uma única história não resolvida! Mas eu já tirei quatro dos sete palmos de terra que a cobria, já rasguei meu coração e admiti pra alguém - além de mim - que houve uma vez, uma única vez, que eu me vi sem coragem de correr riscos por mais um minuto sequer e por isso enterrei uma gama de sentimentos bons, mas agora, brandos e contidos, já podem espalhar-se e sair daqui, pra que assim eu possa, de fato, quitar as minhas pendências comigo!
E eu termino por aqui, confessando que há tempos não acordava tão leve, carregando só o que é meu, a ressaca das minhas dores e desamores, a paz dos meus afetos! Sem - ao menos por um dia - oferecer as costas e o peito pra quem teme a devastação que o amor causa. Desafiando-o com o olhar que eu sei que ele adora e convidando-o para voltar e devastar o que mais quiser, mas dessa vez do nosso jeito! não do meu, não só do dele, do nosso! Como fazíamos até um tempo atrás... Estando eu inteira e ao seu dispor...
Eu juuuro que eu queria NÃO entender... rsrs.
ResponderExcluir:)
O texto está a cara da autora. Tão lindo, tão verdadeiro, tão transparente. :)
Lispector. <3
-Eu!
Deixe de suas coisas, que você queria entender sim! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
ExcluirA cara da autora = Tão confuso, mar tão confuso! rs
Linda ♥
Nem sei o que confessar.
ResponderExcluirSei bem o que é isso, parceiro! ;)
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