quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Um dia vestido de saudade viva...

E antes mesmo de encontrar o sol do meu vale e as águas do velho Chico, eu já sabia que a próxima postagem deste blog ia discorrer sobre os pedaços de mim espalhados pelo mundo. E cá estou eu, pedindo licença ao leque de poetas que já descreveu a saudade das formas mais diversas e lindas, derramando meu amadorismo e algumas poucas lágrimas. Escrevendo sobre a saudade que fere, que chora, mas que também ri de um jeito discreto e caloroso. Da saudade que me faz fechar os olhos e reviver alguns momentos como se estivessem acontecendo ali, naquela hora! E que me permite reagir - de novo - a eles, nem sempre da mesma maneira... O fato é que deste assunto eu entendo, conheço bem – muito bem! Segundo minha mãe, a culpa é da minha ‘mania’ nômade, eu culpo meus sonhos, aliás, não os culpo, sou grata a cada um deles! Temperaram minha vida e acharam quem também o fizesse... Embora a minha saudade tenha ganhado exclusividade hoje, ela sempre esteve aqui, em cada confissão, revolta, discrição ou descrição, ela está em mim, aqui, lá ou em qualquer outro lugar!
Eu sempre estou sentindo falta de alguém, de algum lugar, de alguma coisa. Os amigos que eu conquistei nas cidades em que morei (lê-se Palmares, Olinda, Recife, Caruaru, Petrolina), as pessoas que cruzaram meu caminho por motivos que minha mente humana não alcança. Lugares que eu visitei e me encontrei, lugares que já eram meus. Manias que eu já não posso ter, costumes que eu tive que deixar pra trás. Músicas que eu já não escuto porque machucam, melodias que não me trazem mais as mesmas recordações. Saudades de quem deixei, de quem deixou a mim ou ‘se’ deixou também. Saudades, saudades, saudades, o tempo todo, saudades! E aqui tem muita, de todos os tipos! Tem a saudade que vira lembrança - uma forma um pouco dolorida de perceber que alguém é de fato especial e que nem distância, nem afazeres ( que não são poucos) é suficiente pra se permitir esquecer. Há a saudade que de certa forma vira vazio, essa é infinita e no meu caso tem a voz doce que eu já não escuto. Há ainda a saudade de outros tempos, de outra época – essa é uma das mais lindas, uma brisa que me assanha os cabelos e ameniza o calor, um sopro de ânimo pras batalhas do dia, por lembrar o quanto já andei pra chegar até aqui! 
E é como se eu achasse pouco, sabe? Vivo conhecendo mais lugares, mais pessoas, mais gente – gente de verdade! Vivo me apaixonando por elas e dando um jeito pra que façam parte da correria que é a minha vida (quando eu não estou de férias ou greve, claro!). Procurando ocupar cada milímetro do meu coração e espalhando um pouco mais de mim. Com toda distância e com todo esse afeto, fico indagando se há possibilidade de reunir cada pedacinho desse em um mesmo momento... e é aí que está a chave da questão, a saudade também é uma forma de presença, pois pode não haver matéria, mas há alma! E todas as vezes em que pensei: “Eu poderia está aí ou ‘alguém’ deveria está aqui”, eu entendi que a lembrança o faz presente, e dessa forma, me encontro inteira! 
Sendo assim, aprendi a lidar com a saudade de um jeito bem humorado, até quando ela transborda em lágrimas (como está acontecendo agora), aprendi a transformá-la em palavras, telefonemas e até em silêncio. Entendi o porquê dela existir, a cada reencontro com as pessoas que eu amo, a cada volta pra casa ou para os meus lugares prediletos. E digo, com conhecimento de causa e sem medo, que com o tempo você aprende que onde há afeto, há presença! E enfim se dá conta que a saudade é só um dos meios que o amor encontra pra se fazer existir.


Pensei em dedicar o texto pra minhas maiores saudades – mas são muitas; para os meus novos motivos pra sentir saudades – mas achei injusto. Pensei em reunir várias fotos – mas não tenho tempo (Sou universitária de novo, okay?). Sendo assim, dedico o texto a saudade do dia, a minha irmã e ao seu aniversário e à saudade que eu senti de pular na cama dela à meia-noite deste quatro de outubro! 
Iara Diniz, esse é teu!

4 comentários:

  1. Liiinndo! (como sempre)
    Amei, amei!
    Tanta saudade aumentou a minha.
    Beijoo.
    (L)

    Nanda

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  2. Ow mulher pra saber oq falar e a hora de falar!
    Eu consegui ver nesse texto a nosa amizade,
    pequenos detalhes q podem se aplicar ao
    sentimento de falta que tenho de vc.
    Sempre vou sentir saudades de vc
    mesmo esntando na sua presença,
    pq sei q uma hora vc vai ter q ir
    então ja sinto falta adiantada.
    Posso dizer tb q recorro a lembranças
    pra acalmar a falta q vc faz na minha vida
    e sempre q posso te ver,
    mesmo q por apenas 5 segundos,
    procuro slavar esse momento em minha mente
    e coração, para depois recorrer a essa ocasião!
    E novamente vc me surpreende com esse seu
    jeito de por sentimentos em palavras!
    Te amo benhe e tenho mt saudades de ti!

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    Respostas
    1. E tem muito dela por aí, tem muito de você na minha saudade, jopinha!
      Também te amo! ♥

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