Oi, como vai você? Eu devo saber a resposta, mas me disseram que cartas começam assim. Não, não pense isso, eu já escrevi outras cartas, mas a maioria - embora tivessem destinatário certo - se perdeu no caminho, muitas vezes não foram sequer pro papel. Eu nunca divulguei carta alguma, mas o estou fazendo agora. Por quê? Sei lá, me diga você! Não tem coragem? Hum, não é de todo uma surpresa. Não sabe a resposta? Ah sabe, sabe sim! Assim como sabe de todos os meus segredos mal escondidos. Assim como eu sei um pouco sobre você e sua vida à passos finos. Opa, já me perdi. Como se faz mesmo? Alguém ajuda? Alguém entende? Alguém se importa? ... Silêncio... Pois bem, sem padrões. Com o que é sentido! Com a confusão que teu ar me trás, com as certezas que teu sorriso me sussurra. É abstrato, eu sei. Mas quem, dentre nós dois, não é?
E agora você quer parar, está com medo de se encontrar nas vírgulas que eu, achando pouco escrever, divulguei. Acalme-se, meu caro! Há outras pessoas sentindo a mesma coisa, há outras pessoas se perguntando: “Será mesmo para mim?” E eu vou respondê-los com o mesmo sorriso que eu larguei ao imaginar sua expressão confusa. Acho que agora não é momento pra exclusividade. Há muitos outros precisando ouvir o que eu te digo, aliás, o que eu penso em te dizer... Me perdi de novo? É, eu sei, tá ficando chato. Sejamos objetivos? Ah, quem me dera! Eu nunca o serei, não aqui! Não paga pra ver o além disso, você não o quer, ou não quer querer... não sei!
Hoje eu não escrevo sobre você, escrevo para você! E peço que guarde com carinho ao menos uma dessas palavras e caso haja tamanha restrição, que seja: Ame. Assim, terei certeza que você entendeu parte do recado. Ao menos é o que eu espero. Neste exato momento, eu quero te dá pedaços de caminho, quilômetros de asfalto... mas o destino, bom, o destino é você quem decide! O final é teu, com ou sem pódio! Mas os ramos são muitos, em um deles eu estarei! E você caminhará até mim? Eu ficaria feliz – muito! Mas me dou por satisfeita se você, embora longe dos meus afagos, termine teu rumo ao lado de alguém, sem todas as tuas manias bobas, ou com todas elas, divertindo quem te trará o benefício da felicidade. Embora com o fôlego cortado pelo ciúme, volto a dizer, terei certeza que você entendeu o recado.
Eu te escrevo pra não ter que ver – por mais um dia – você fazer isso consigo! É hora de ver o sol – eu posso mostrar. Cara, já doeu e doerá outra vez. Já sufocou e não foi nem o começo. Mas quantas vezes já riu? Quantas vezes já consolou? Quantas vezes o amor te amou? E nesse momento, quantas vidas você quis ter, só pra sentir infinitas vezes esse gosto de dependência e liberdade por poder ser o que se é, por poder ter o que se quer? Ora, abra os olhos! Olhe para mim (Opa, não me leve em consideração, é normal que algo me escape!) Voltando... abra os olhos! Enxerga o horizonte de promessas, mais que isso, abre o coração pra além do que já viu, para além do que sentiu, para além – quem sabe para mim. (Podemos fingir que eu não ‘disse’ isso?)
E eu vou ficando por aqui. Perdoe-me por encerrar tão cedo e perdoe-me também a confusão, mas me disseram que em cartas se diz o que se sente e nesse caso, não há calmaria, muito menos nitidez. Nada mais que borrões de lembranças vivas, de apelos soltos durante o dia. Nada mais do que foi sonhado pra mim – por mim. Sinto pela falta de jeito, é que eu não conheço mais que o remetente. O destinatário pode ser qualquer um. É aquilo de sem motivos ou objetivos, talvez até sem ‘você’. Por fim, não te esqueces, Ame! Sobretudo ame! Permita-se para além do acaso, permita-se para além de si!
E caso queira, responda-me, aceito folhas de guardanapo de um bar, aceito um só olhar e dois sorrisos. Aceito um pouco mais do que ‘a condição de ter você só pra mim’. Só pra mim.
E se a carapuça te serviu, torne-se um destinatário, permita-se!
Por um dia com mais cartas, mais respostas e menos mordaças!
Sem palavras... Você é perfeita em sua forma de escrever e conseguiu, sim, criar a confusão que objetivou. Quantos dos seus leitores não devem estar se perguntado, tontos: "É pra mim?" Quem sabe você não encontra uma folhinha de guardanapo, a qualquer hora, quando entrar em casa?
ResponderExcluirEspero que hajam diversos destinatários e que entendam para além da confusão que, propositalmente, eu criei!
ExcluirQuanto a folhinha de guardanapo, talvez não seja o momento. Mas surpresas são sempre bem vindas, certo? rs
Obrigada pelo prestígio, parceiro!
Confusão? Não a vejo. rs "O pior cego é aquele que não quer ver", já diz o ditado. né? kkk
ResponderExcluirAmiga, o texto está perfeito, como sempre. E você, mais entregue a cada dia. rs
Saudades, meu amoor! Beijo!
Eu gosto de anônimos que me chamam de meu amor e que dizem que eu estou mais entregue a cada dia o.O'
Excluirkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
Obrigada pelo perfeito, caro anônimo!
Até o meu coração foi tocado por esse quarto parágrafo. Imagina a quem a carapuça serviu por completo. RS
ResponderExcluirE, no texto inteiro, parece que eu senti isso tudo e vi tu falando, menina.
Verdadeiro demais. Todo alma.
Lindo!
:O
bjo
Fernanda (:
Será que há mesmo alguém a quem a carapuça tenha servido por completo? Devo dizer, não duvido! rs
ExcluirQuando há confusão, tudo fica minha cara né? hahahaha
Um beeeijo, minha linda ♥
Eita peste, cada dia essa minha amiga escreve mais lindo, mais confuso, mais poético, mais tudo de bom!! Tempinho que eu não vinha por aqui, mas sempre que venho não me canso de ler todas as suas postagens, uma a uma... São perfeitas e incríveis!!
ResponderExcluirParabéns!! Você nasceu pra isso, pode ter certeza!! Já pensou em publicar em um livro? Pense... Eu já disse uma vez que compraria, COM CERTEZA!! rsrsrs..
Saudades imensas de ti!!
beijão.. amo s2
Meu amor,obrigada! Você, de fato, me acompanha desde o início! Já pensei e penso em publicar um livro, mas isso são projetos futuros. Eu estou com saudades também!
ExcluirAmo você! ♥