Tenho sentido falta da dificuldade em começar os meus textos. Odeio finais, nunca me dei bem com inícios e agora ando me perdendo no meio. O blog só não está jogado as baratas porque tenho medo delas, mas se perdeu dentro de mim, assim como minhas palavras, como minhas vontades, assim como você, que deve está diluído aqui por dentro, quem sabe concentrado. Você não saberá, talvez eu saiba. É. Talvez...
Talvez essa seja uma das poucas vezes que começo a escrever algo sem saber ou imaginar o desenho que terá, sem saber o que arrancará de mim, sem saber quantos eu irei confundir, pra quantos eu irei declarar-me, sem saber o que atingir e o que poupar. Só escrevo. O ritmo não é tão frenético, quero vê se ainda consigo discursar, mesmo que perdida entre meios sem inícios, entre inícios sem fim, entre fins sem inícios e sem meios. Não peço mais desculpas pela confusão, você, caro leitor, já está mais que acostumado.
Eu já ia desistir, após mais de meia hora entre um parágrafo e outro, já havia preparado o discurso de perdão pelo silêncio e pela incapacidade de prosseguir. Mas não, percebi que tenho total capacidade de continuar, posso falar da preocupação, da inocência, da falta de sabedoria, do silêncio (sim, é possível), do sorriso, da música, do abraço, das promessas, dos inícios, dos fins. Mas ora, porque eu falaria? Qual graça teria? O que restaria para o amanhã? Se o futuro me for gentil, eu não terei muito o que falar, não aqui, não pra mim. E pensando bem, ele não tem opção... Se colhe o que se planta e minha terra tá bem adubada. Com chuva ou sem chuva, com você ou com você, o futuro me sorri e ora... por quê não sorrir de volta?
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